A história até aqui
Antes dos eventos desta temporada, os Sete Pecados Capitais enfrentaram o ressurgimento dos Dez Mandamentos, o grupo de elite do Clã dos Demônios que foi libertado de seu selo milenar. Após batalhas devastadoras que resultaram no sacrifício de aliados e na revelação de poderes ocultos, o Reino de Liones foi temporariamente salvo, mas a ameaça global persiste com Camelot sob domínio inimigo.
O que esperar da 3ª temporada
Esta temporada de The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods adapta arcos cruciais do material original, focando na revelação dos mistérios por trás da Guerra Santa de três mil anos atrás e no aprofundamento do passado de Meliodas e Elizabeth. A narrativa se divide em provações místicas que transportam os personagens no tempo e no início de uma nova coalizão militar para enfrentar as forças das trevas.
Análise de arcos e história
O primeiro grande destaque narrativo é o arco que envolve a viagem temporal de King e Diane, guiados pelos antigos Reis das Fadas e dos Gigantes. Essa jornada ao passado serve para que ambos compreendam as escolhas difíceis feitas durante a Guerra Santa original, além de desenvolver o amadurecimento emocional e o despertar de novos patamares de poder para a dupla.
Posteriormente, a trama se desloca para os preparativos da nova Guerra Santa, onde as diferentes raças de Britânia precisam colocar suas diferenças de lado para formar uma aliança. Este arco foca na estratégia política e militar, além de explorar as tensões internas e os segredos sombrios que cercam os líderes de cada facção, preparando o terreno para confrontos de proporções épicas.
Produção e estúdio
A produção desta temporada marcou uma transição importante nos bastidores, com a animação passando para as mãos do Studio Deen, que contou com o suporte do estúdio parceiro Marvy Jack. A direção foi assumida por Susumu Nishizawa, enquanto Rintarō Ikeda ficou encarregado da composição da série, trazendo uma abordagem focada em manter a fidelidade aos acontecimentos do mangá.
Na parte sonora, a trilha continua sob a assinatura de Hiroyuki Sawano, Kohta Yamamoto e Takafumi Wada, garantindo a atmosfera épica característica da franquia. A primeira abertura é embalada pela enérgica canção "Rob The Frontier", da banda Uverworld, enquanto o encerramento inicial, "Regeneration", é interpretado pela seiyuu Sora Amamiya. Na segunda metade, a banda SID assume a abertura com "delete", e Kana Adachi encerra os episódios com "Good day".
Curiosidades e bastidores
- Mudança de estúdio emergencial: A transição da produtora A-1 Pictures para o Studio Deen ocorreu devido a prazos apertados de produção e decisões do comitê após o desempenho comercial do filme anterior da franquia nos cinemas japoneses.
- Polêmica com censura: A exibição inicial da temporada gerou debates na comunidade devido à censura visual aplicada em cenas de combate, onde o sangue foi colorido de branco ou preto para atender às diretrizes de transmissão da TV japonesa no horário nobre.
- Retorno do elenco de dublagem: Apesar das mudanças técnicas na animação, o elenco de voz original japonês com Yūki Kaji no papel de Meliodas e Sora Amamiya como Elizabeth foi mantido, assim como a dublagem brasileira clássica com Fabrício Vila Verde e Erika Menezes nos papéis principais.
Recepção e legado
A recepção de The Seven Deadly Sins: Wrath of the Gods (Nanatsu no Taizai: Kamigami no Gekirin) foi mista por parte dos fãs e da crítica especializada. Embora a história e as revelações sobre a Guerra Santa tenham sido amplamente elogiadas por responder a mistérios antigos da trama, a qualidade da animação e a terceirização de cenas importantes foram alvo de críticas severas, gerando discussões acaloradas na comunidade sobre o ritmo de produção na indústria de animes.